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terça-feira, 23 de outubro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
TOMAR UM CAFÉ
Se tristeza fosse necessária
Começaria hoje mesmo a comover-me, de tristeza,
Mas comovo-me somente de saudades
Daqueles antigos, que morreram em minha terra
E hoje, como antes, parecem comigo
A arder como fogo em pinha.
E entre os muros erguidos da modernidade,
Somem-se os cantadores da noite.
Os sobressaltos saudosos
Das passarelas de água sobre a sarjeta.
E ando a ver o Ribatejo,
Na cegueira de outrem
Sóbrio, tão sóbrio quanto posso
Para conspirar um conto.
Terra que canta
Que me sobe um tanto além
E canta sempre o Outono,
O velho, o morto,
O outro.
Parti-me em tantos
E hoje perco-me em muitos.
Passou.
(Paulo Antônio Saraiva Pereira Velente)
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Exposição do Correspondênci Poética em Buenos Aires
LA FUNDACIÓN CENTRO DE ESTUDOS BRASILEIROS INVITA A UD. A LA EXPOSICIÓN :
Inauguración 11 de Agosto a las 19hs.
Idealización, coordinación, montaje y curaduría: Lucía Tennina.
Idealización, coordinación, montaje y curaduría: Lucía Tennina.
La muestra permanecerá hasta el 30 de Agosto
Visitas: Lunes a Viernes de 9 hs. a 21 hs. / Sábados de 9 hs. a 12 hs.
Galería Portinari (FUNCEB)
Esmeralda 969 - Ciudad Autónoma de Buenos Aires
4313-5222 / 6448 - www.funceb.org.ar
Entrada gratuita
Galería Portinari (FUNCEB)
Esmeralda 969 - Ciudad Autónoma de Buenos Aires
4313-5222 / 6448 - www.funceb.org.ar
Entrada gratuita

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terça-feira, 19 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
VIRADA CULTURAL
No último domingo (17/04) o coletivo Correspondência Poética participou da sétima edição da virada cultural de São Paulo.
Depois de muito transtorno (por faltar energia elétrica) e cultura da quebrada no palco da Arte Periférica (Santa Ifigênia), nos dirigimos ao Jabaquara (Alisson da Paz e Michelle Correa) mais especificamente para o CEU Caminhos do Mar junto com Fernando Ferrari, Luan Luando e Toninho Poeta que, representando o coletivo Postesia, deram em conjunto com a gente uma oficina de leitura, escrita e distribuição de poemas.
Deu gosto de ver o apetite da criançada por poesia. Os livros dos autores periféricos eram lidos com voracidade e alegria, causando questões que as crianças e adolescentes vinham compartilhar conosco. Outros vieram mostrar seu talento escrevendo seus próprios poemas para que fossem distribuídos junto aos poemas do Binho, Giovane Baffô, Elizandra Sousa, etc.
Naquela manhã de sol quente, o mais lindo de tudo foi quando quase todas as crianças que estavam se refrescando na piscina foram participar voluntariamente da oficina, querendo intervir no espaço com alguma poesia que elas gostaram ou que elas mesmas criaram.
Resultad: 200 Correspondências Poéticas entregues e um CEU todo revestido de Postesia!
Quem quiser nos convidar para dar oficinas de leitura, escrita, distribuição de poemas ou reciclagem de papel, basta entrar em contato no e-mail correspondenciapoetica2010@ gmail.com
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Poesia de Moçambique
E por que não buscar na fonte?
ARMANDO GUEBUZA
AS TUAS DORES
As tuas dores
mais as minhas dores
vão estrangular a opressão
Os teus olhos
mais os meus olhos
vão falando da revolta
A tua cicatriz
mais a minha cicatriz
vão lembrando o chicote
As minha mãos
mais as tuas mãos
vão pegando em armas
A minha força
mais a tua força
vão vencer o imperialismo
O meu sangue
mais o teu sangue
vão regar a Vitória.
TUS DOLORES
Tus dolores
y mis dolores
erradicarán la opresión
Tus ojos
y mis ojos
van hablando de la sublevación
Tu cicatriz
y mi cicatriz
van recordando el látigo
Mis manos
y tus manos
van agarrando las armas
Mi fuerza
y tu fuerza
vencerán el imperialismo
Mi sangre
y tu sangre
regarán la victoria.
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despedida
agora há apenas o vácuo
a ausência no jardim
de uma flor comum
entre tantas
invisíveis
perecíveis
ao invencível sopro
do tempo
desprendeu-se do caule
antes de completar o seu florir
partiu no ar
etérea
ignorada
seu sangue de flor
silenciou a raiz
em telúrica cicatriz
nenhuma mão quis acolhê-la
nenhum vaso quis
preencher sua primavera
Solange Amorim
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
O Matador
Tenho tido
Tido tempo
Tempo todo
Todo atento
A matar tudo:
Mato a dor
Mato a mim
Minto amor
Dito e feito
Nem entendo
Tendo ido
Pouco afeito
Meto pudendo
Cito insulto
Transcendo
E mato o tempo
Ah...
Disto sim
entendo
Tido tempo
Tempo todo
Todo atento
A matar tudo:
Mato a dor
Mato a mim
Minto amor
Dito e feito
Nem entendo
Tendo ido
Pouco afeito
Meto pudendo
Cito insulto
Transcendo
E mato o tempo
Ah...
Disto sim
entendo
Leandro Torquato
do livro
Alvedrio (Ou LEVE 58 e PAGUE 12)
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O matador


