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terça-feira, 14 de maio de 2013
O Coletivo Correspondência Poética tem o prazer em convidar a todos os interessados a participarem da nossa OFICINA DE PRODUÇÃO DE PAPEL RECICLADO que terá início na próxima terça-feira(21/05) e funcionará de segunda a sexta-feira das 14:00 as 17:00 (Se houver interessados podemos fazer algumas no fim de semana) e irá até terça-feira dia(11/06).
sexta-feira, 3 de maio de 2013
O poeta Caco Pontes lança o livro “Sensacionalíssimo”
Sidarta
O filho do Brahma
chutou o pau da barraca
pediu Nova Schin
porque tava Mahabarata
--
O poeta Caco Pontes lança o livro “Sensacionalíssimo”, pelo selo Edições Maloqueirista, em que é membro e articulador, em parceria com a Editora Kazuá.
O título do livro se deve à abordagem temática que faz sátira a manchetes sensacionalistas, com humor ácido, apostando na fusão do poema com micro-narrativas, levando prefácio de Marcelino Freire e orelha de Xico Sá.
As inspirações passam por jornalismo gonzo e tabloides pinga sangue (como o clássico Notícias Populares), trazendo à tona uma série de absurdos da natureza humana, com ilustrações de Rômulo Alexis e projeto gráfico de Victor Meira, numa proposta visual que utiliza de colagens, pixações, sobreposições e texturas psicodélicas.
O autor fará caravana de lançamentos por diversos saraus no mês de maio:
Sarau do Burro (07/5)
A7MA - Rua Harmonia, 95 - 20h
Sarau da Cooperifa (08/5)
Bar do Zé Batidão - Rua Bartolomeu dos Santos, 797 - 20h
Zap Slam (09/5)
Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - Rua Dr. Augusto de Miranda, 786 - 20h
Récita Maloqueirista (11/5)
Biblioteca Alceu Amoroso Lima - Rua Henrique Schaumann, 777 - 19h
Sarau do Binho (13/5)
Espaço Clariô - Rua Santa Luzia, 96 - 20h
Sarau Suburbano (14/5)
Rua Treze de Maio, 70, 2o. andar - 20h
***
domingo, 25 de novembro de 2012
Oficina de Reciclagem de Papel no Recifran
O Coletivo Correspondência Poética estará realizando a oficina de recignificação do papel do dia 22/11 até o dia 11/12 no Serviço Franciscano de Apoio à Reciclagem – Recifran, segue as fotos da primeira oficina que trata de: A escrita antes do papel, A história da criação do papel, o papel como plataforma de difusão de conhecimento, o papel e a imprensa, recignificando o papel.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
PEQUENA JENIFER
Tudo bem pequena
suas flores são serenas
e a árvore perdôa
se lhe arranca as mariposas
A grama geme rindo
num rir-se toda em verde
pequena é tua boca
teu riso nasce imenso
Só tinha dois olhinhos
de amoras coloridas
a roupa cor de rosa
a prosa pouca e tímida
Se pode inventar nomes?
Pra flores pode sim
chamou-as Yasmins
e deu uma pra mim...
Marcus Vinícios
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
SUBLEVAÇÃO
tão banal
o quintal
desta cidade homicida
acostumada
à infância perdida
no farol fechado
à mulher apanhando
no instante ao lado
à intolerância pisando duro
a esperança no jardim
o negro ofuscado dos olhos
na noite amotinada
dos morros insones
gritando a miséria
que se expande
tão boçal
a chacina matinal
desta civilização branca assassina
militarizando a vida
para perpetuar privilégios
o vermelho amordaçado dos olhos
nas passeatas dispersas
à gás e balas
refazendo-se a cada instante
intermitente
contra a vontade
dos impotentes
em seus tronos de cadáveres
tão vital
a alegria visceral
a graça real
da luta
contra o que apropria
o verde livre dos olhos
no front abrindo prisões
livros e janelas
asas e porões
(Solange Amorim)
segunda-feira, 7 de maio de 2012
A LUA E EU
Lá fora a lua brilha, inspira
Dentro o amor é mel
Na boca saliva o gosto do fel
Lua viva em noite morta, sozinha
perdida em pensamentos...
a dor vem quando tento
inutilmente alcançar o entendimento
Fazendo carícias como um punhal que fere o
peito
Havemos de combinar ó lua que brilha.
Ilumina-me!!!
Declame um poema estilo bossa
Onde eu não fique mossa
e possa
Ressurgir no olhar da alvorada
Linda e brilhante como tu
pra uma nova caminhada
Sem medo e nem rancor
Chega de dor!
Afinal
sou guerreira
mulher preta
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quarta-feira, 28 de março de 2012
ABANDONADOS
Tocamos a noite com as mãos,
escorrendo a escuridão por nossos dedos,
massageando-a como a pele de uma ovelha
negra.
Nos abandodamos ao desamor,
ao desânimo de viver coletando horas no vazio,
nos dias que se deixam passar e voltam a se repetir,
intranscendentes,
sem marcas, nem sol, nem explosões radiantes de claridade.
Nos abandonamos dolorosamente à solidão,
sentimos a necessidade de amor por de baixo das unhas,
o vazio de um alicate no peito,
a lembrança e o ruído , como dentro de um caracol
que já viveu bastante num aquário da cidade
e mal leva concigo o eco do mar em seu labirinto de concha.
Como voltar a capturar o tempo?
Colocá-lo entre o corpo forte do desejo e a angústia,
fazê-lo retroceder acovardado
por nossa inquebrantável decisão?
Mas... quem sabe se poderemos recuperar o momento
que perdemos.
Niguém pode predizer o passado
quando talvez já não sejamos os mesmos,
quando talvez já tenhamos esquecido
o nome da rua
onde
alguma vez
pudemos
nos encontrar.
escorrendo a escuridão por nossos dedos,
massageando-a como a pele de uma ovelha
negra.
Nos abandodamos ao desamor,
ao desânimo de viver coletando horas no vazio,
nos dias que se deixam passar e voltam a se repetir,
intranscendentes,
sem marcas, nem sol, nem explosões radiantes de claridade.
Nos abandonamos dolorosamente à solidão,
sentimos a necessidade de amor por de baixo das unhas,
o vazio de um alicate no peito,
a lembrança e o ruído , como dentro de um caracol
que já viveu bastante num aquário da cidade
e mal leva concigo o eco do mar em seu labirinto de concha.
Como voltar a capturar o tempo?
Colocá-lo entre o corpo forte do desejo e a angústia,
fazê-lo retroceder acovardado
por nossa inquebrantável decisão?
Mas... quem sabe se poderemos recuperar o momento
que perdemos.
Niguém pode predizer o passado
quando talvez já não sejamos os mesmos,
quando talvez já tenhamos esquecido
o nome da rua
onde
alguma vez
pudemos
nos encontrar.
(Gioconda Belli do Livro O olho da mulher)
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Olho de Mulher
terça-feira, 13 de março de 2012
Documentário do mapeamento por Renata Grazzini
O projeto Correspondência Poética promove a pesquisa e difusão da Literatura com ênfase na poesia, através da distribuição de pergaminhos feitos em papel reciclado contendo poesias produzidas por autores das periferias do Brasil.
Nossa paixão é a difusão da literatura como formação da cultura. Para isso estamos construindo um curta metragem experimental, cuja narrativa está baseada na construção tecida dos poemas escolhidos para o roteiro.
Das diversas possibilidades fílmicas escolhemos realizar cada poema, de um autor diferente sendo interpretado por uma mulher, atriz, em um espaço diferente na cidade de São Paulo.
Neste evento que estamos produzindo online lançamos os Vídeo Poemas do Projeto Correspondência Poética.
DOCUMENTÁRIO DO MAPEAMENTO
Hoje eu assisti um documentário
você fez
fez até bonito demais
eu estava lá
nós estávamos
nosso passado,
eu assisti hoje
Será que quando fez me fez na cabeça?
Lembrou?
Lembrei.
Falamos de favela,
Bairros,
Habitantes,
Artistas
e periferias
Discutimos
políticas e idéias
vagamos pensamentos e utopias
de um mundo melhor
Queríamos transformar com nossa arte,
nosso foco,
nossas edições
Editamos
Sonhei esta noite com você
Foi feliz o sonho.
Tatiana Monte
Interpretado por Renata Grazzini
na fonte do Parque Ibirapuera
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Alembramentos
Alembro de um tempo
que o mundo
era maior, bem maior
e cabia dentro do nosso abraço
Alembro do dia
que vi um canarinho
lacribeijando o sol
lhe dando de beber
Alembro de cores minhas
ausentes
que por fim
não esbarro mais
Alembro que eu gostava
de vagar por aí
a ouvirtude
que o silêncio dizia
Até uma vez,
ainda miúdo,
me ensinaram
que "Alembrar"
é um erro!
depois disso:
tem coisa que não lembro
segunda-feira, 4 de julho de 2011
"ÚLTIMO POEMA"
ninguém me rege!
nem deus nem o diabo.não sigo a lei dos homens, nem dos anjos.
dispenso mapas, bulas e recomendações de boa conduta.
desacredito, desacredito, desacredito
exercito minha auto-destruição
percorro no breu embriagado
não sei se volto, se vou...
nem há propósito em chegar (ou fugir)
desafio a lógica,
publico escrúpulos
busco o prazer
e não dou satisfação pro além.
terça-feira, 28 de junho de 2011
O Ciúme
Em meu lado abelhudo ela se fez flor
Mas a minha vaidade de desertor
Me disse pra fugir desse amor
Margarida singela era até cheirosa
Mas sequer chegava aos pés de rosa
Com suas múltiplas pétalas formosas
Ao descobrir que eu era beija-flor
Deu ouvido aos ventos do rancor
E para mim nunca mais desabrochou
De que adianta ser possessiva margarida
Se até as lagartas que rasteja por ti cria asas
Tenho ninho, e aconchego de passarinho
Mas não sou joão-de-barro pra ter casa
Poesia: Casulo
Livro: Do olho pra fora mora a liberdade
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
A UMA AMIGA
Tu tinhas o dom da escrita
Foste poetisa de alma e coração
Escrevias com amor, eras perfeita
Nessas alturas eras livre, dentro da solidão
Conseguiste expor teus sentimentos
Transmitir o que te ia na alma
Eternizar todos os momentos
Levar e dar a todos que te rodeavam a calma
Escrevias linguagem conhecida
O conseguias com força de vontade
Nunca vais ser esquecida
Nas pessoas que amam-te, deixas-te saudade
Eu, leio teus poemas e caiem as lágrimas
Dão á minha alma a paz que preciso
Não te conheci, mas aprendi com as tuas rimas
E muitas vezes devolveste-me o sorriso
Tu já não estás neste mundo
Fazes falta com teu sorriso e saber
Com o teu amor imenso e profundo
Jamais na vida te iram esquecer
Rosa Ferreira
05/06/2011
(Esse poema veio diretamente de Coimbra)
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Rosa Ferreira
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Oficina de recicla de papel e convívio literário
Ontem (21/06/2011) o Coletivo “Correspondência Poética” realizou uma oficina de reciclagem de papel e convívio literário na favela da Erundina, no Jardim Ibirapuera, onde se localiza atual sede do Bloco do Beco. Junto com a criançada falamos do processo de construção do papel e o impacto ambiental que esse processo causa, reciclamos as ideias e resignificamos o objeto junto com os livros de poesia dos poetas da quebrada. Fica umas fotos pra ilustrar a imaginação.
E julho terá outra oficina no Sacolão das Artes, aguardem.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Capão...
Meu capão iluminado
de fé.
Meu capão arredondado
tem mais curvas que mulher.
Capão escuro e silencioso
que aos olhos da elite é perigoso.
Capão de gente boa
gente de fibra que não ta aqui a toa.
Capão da bala perdida.
Capão da criança oprimida.
Capão do funk e do samba.
Capão das curvas santas.
Capão da noite fria.
Capão, cultura e periferia.
Capão, olhai pelos filhos teus.
Enquanto meu coração poeta te contempla com os versos meus.
Joelma Coutinho
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quinta-feira, 5 de maio de 2011
VI!!! VER
ENQUANTO ELES FICAM A...
"VER NAVIOS"
EU FICO A VI...
"VER NASVIAS"
(Wagner Machado)
"VER NAVIOS"
EU FICO A VI...
"VER NASVIAS"
(Wagner Machado)
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
TANTAS MARIAS
Maria,
A vida não foi fácil
Longe de você
Maria,
Até parece que eu
Deixei de ser
Maria,
A poesia rareou
Se entristeceu
A vida sem Maria
Perdeu o sal
Arroz sem feijão
Letra sem canção
Samba sem carnaval
Maria,
Entre tantas Marias
Como fui me perder?
Maria,
Aquela canção da novela
Ainda lembra você
Maria,
É tamanha a tristeza
Que eu nem posso te ver
A vida sem Maria
Perdeu a cor
Verde sem planta
Poesia sem palavra
Sol sem calor
Maria é passado!
Passado é Maria!
Maria não volta!
Passado também!
A vida não foi fácil
Longe de você
Maria,
Até parece que eu
Deixei de ser
Maria,
A poesia rareou
Se entristeceu
A vida sem Maria
Perdeu o sal
Arroz sem feijão
Letra sem canção
Samba sem carnaval
Maria,
Entre tantas Marias
Como fui me perder?
Maria,
Aquela canção da novela
Ainda lembra você
Maria,
É tamanha a tristeza
Que eu nem posso te ver
A vida sem Maria
Perdeu a cor
Verde sem planta
Poesia sem palavra
Sol sem calor
Maria é passado!
Passado é Maria!
Maria não volta!
Passado também!
(Nilson Ares)
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terça-feira, 22 de março de 2011
A MORADA DOS POETAS
Qem pensa que a noite pertence ao silêncio não sabe da existência da Resistência
Voz que ecoa às vielas e avenidas, passa e não passa no tempo
Permanece o grito dilatado no espaço
É palavra na boca daquele que tem fome
É fome daquilo que não pode comer
É vida latente
Na lama da viela nasce uma flor vermelha que leva nos ombros
o sonho e a dor
De um povo inteiro
É na esquina, no bar, no quintal na laje, ou no escadão
na beira da represa ou em qualquer lugar que tenha um chão
É poeta bebendo escrevendo
É na morada desse povo onde procuro o meu pão
a minha fome é alimentada por cada palavra......
E tem gente que diz que não existe a tal da revolução
Voz que ecoa às vielas e avenidas, passa e não passa no tempo
Permanece o grito dilatado no espaço
É palavra na boca daquele que tem fome
É fome daquilo que não pode comer
É vida latente
Na lama da viela nasce uma flor vermelha que leva nos ombros
o sonho e a dor
De um povo inteiro
É na esquina, no bar, no quintal na laje, ou no escadão
na beira da represa ou em qualquer lugar que tenha um chão
É poeta bebendo escrevendo
É na morada desse povo onde procuro o meu pão
a minha fome é alimentada por cada palavra......
E tem gente que diz que não existe a tal da revolução
Tatiana Monte
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
>>>
Amor,
Não é que te amo menos.
É que também amo os passarinhos.
Não há lógica de mercado nas prateleiras organizadas do meu coração,
Amor, não compita.
Ame também os passarinhos.
(Kátia Portes Leão)
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