Correspondência Poética: poesia periférica
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sexta-feira, 3 de maio de 2013

O poeta Caco Pontes lança o livro “Sensacionalíssimo”



Sidarta 

O filho do Brahma 
chutou o pau da barraca 
 pediu Nova Schin 
porque tava Mahabarata -- 





O poeta Caco Pontes lança o livro “Sensacionalíssimo”, pelo selo Edições Maloqueirista, em que é membro e articulador, em parceria com a Editora Kazuá. 
O título do livro se deve à abordagem temática que faz sátira a manchetes sensacionalistas, com humor ácido, apostando na fusão do poema com micro-narrativas, levando prefácio de Marcelino Freire e orelha de Xico Sá. 
As inspirações passam por jornalismo gonzo e tabloides pinga sangue (como o clássico Notícias Populares), trazendo à tona uma série de absurdos da natureza humana, com ilustrações de Rômulo Alexis e projeto gráfico de Victor Meira, numa proposta visual que utiliza de colagens, pixações, sobreposições e texturas psicodélicas. 
O autor fará caravana de lançamentos por diversos saraus no mês de maio: 
Sarau do Burro (07/5) A7MA - Rua Harmonia, 95 - 20h 
Sarau da Cooperifa (08/5) Bar do Zé Batidão - Rua Bartolomeu dos Santos, 797 - 20h 
Zap Slam (09/5) Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - Rua Dr. Augusto de Miranda, 786 - 20h Récita Maloqueirista (11/5) Biblioteca Alceu Amoroso Lima - Rua Henrique Schaumann, 777 - 19h Sarau do Binho (13/5) Espaço Clariô - Rua Santa Luzia, 96 - 20h 
Sarau Suburbano (14/5) Rua Treze de Maio, 70, 2o. andar - 20h *** 


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PEQUENA JENIFER


Tudo bem pequena
suas flores são serenas
e a árvore perdôa
se lhe arranca as mariposas

A grama geme rindo
num rir-se toda em verde
pequena é tua boca
teu riso nasce imenso

Só tinha dois olhinhos
de amoras coloridas
a roupa cor de rosa
a prosa pouca e tímida

Se pode inventar nomes?
Pra flores pode sim
chamou-as Yasmins
e deu uma pra mim...

Marcus Vinícios

quarta-feira, 20 de junho de 2012

SUBLEVAÇÃO


tão banal
o quintal
desta cidade homicida

acostumada
à infância perdida
no farol fechado
à mulher apanhando
no instante ao lado
à intolerância pisando duro
a esperança no jardim

o negro ofuscado dos olhos
na noite amotinada
dos morros insones

gritando a miséria 
que se expande

tão boçal
a chacina matinal
desta civilização branca assassina

militarizando a vida
para perpetuar privilégios

o vermelho amordaçado dos olhos
nas passeatas dispersas
à gás e balas
refazendo-se a cada instante
intermitente
contra a vontade
dos impotentes
em seus tronos de cadáveres

tão vital
a alegria visceral
a graça real
da luta 
contra o que apropria

o verde livre dos olhos
no front abrindo prisões 
livros e janelas
asas e porões

(Solange Amorim)