Há algo a ser dito
pelos jornais, em suas páginas
pela rádio, em suas ondas
nas imagens da TV
nos sites e sítios virtuais.
Há algo a ser dito
nos palanques e nas praças
nos púlpitos e prostíbulos
- a fim de incitar
excitar
os feitos
as forças do povo.
Para pinicar sofás
explodir camas
movimentar os alicerces dos templos
os castelos
dos bancos
Há algo a ser dito
sempre
há algo a ser dito
e que não é.
Jonathan Constantino
Mostrando postagens com marcador Jonathan Constantino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jonathan Constantino. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A floresta
A floresta é um grande bloco verde
cheio de mato e mato.
Uma caixa de pandora verde
de mil cores
de mil caras
de mil contos.
A floresta flui verde
parada no meio do mapa.
Reza a lenda que o leito do rio é verde
e que há deusas, flores e amores
mergulhados nas águas.
A floresta é um feixe verde
de algodão doce.
A floresta, meu amigo
a floresta não é verde.
Jonathan Constantino
P.S. Publicado originalmente na edição de Agosto de 2010, da revista Mundo & Missão.
Marcadores:
a floresta,
correspondência poética,
Jonathan Constantino,
poesia