Correspondência Poética: Henrique
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sábado, 28 de agosto de 2010

Eita Família.


Eita família cheia de borogodó,
Lá ninguém fica só,
Coisa linda é pouco,
Não querer participar, só louco,
Tem a Maria das dores,
Que por sinal perdeu amores,
Mas com muitos pretendentes,
Quase sempre recebe flores,
Ritinha podia ser minha,
Pequena formosa uma princesinha,
Sem vaidade notável uma menininha,
Chega dar medo tocar sua mãozinha,
A Eva, a mais velha e brava,
 Num sonho me acabava,
Ô mulher bonita com ela eu casava,
uma olhada só, a mente já grava,
 Um cara estranho o Bento,
É novo e bem ciumento,
Quando o vejo já vou me escondendo,
  É cantor dizem que tem talento,
A matriarca, cheia de esperança,
Pra ela são todas eternas crianças,
Se um ficar triste, todo mundo dança,
Depois do inverno vem a bonança,
O chefão não é Senhor e sim Seu,
Ali se vive no eterno apogeu,
Eita família coisa linda de Deus,
Pra ser perfeita só falta eu.

Henrique

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dei Azar Mas Dei Sorte de Henrique

Dei Azar Mas Dei Sorte.
Não dei sorte, não nasci em berço de ouro.
Dei azar, fui nascer em cesto forrado em couro.
Não dei sorte, não cresci brincando em clubes e olhando a lua.
Dei azar, cresci me distraindo no meio das ruas.
Não dei sorte, não aprendi sobre adolescência.
Dei azar, vi amigos morrerem precocemente,
por falta de consciência.
Não dei sorte, não morei em casa de lage,
para me proteger das chuvas de verão.
Dei azar, fui morar em um lar de telhas,
quando num dia de vento muitas se foram e não mais voltarão.
Não dei sorte, não fiz faculdade para um dia ter uma profissão.
Dei azar, quando adulto talvez por falta de opção, me tornarei pião.
Não dei sorte, não vou trabalhar para que nas férias,
viaje como muitos, por diversão.
Dei azar, só vou trabalhar para viver,
e ajudar os outros irmãos
Não dei sorte, por não ter dinheiro,
não tive oportunidade de usar drogas e ficar doidão.
Dei azar, conheci vários que tiveram a chance de,
experimentar e hoje foram parar no caixão.

Henrique